Chopp no ar · 2024

Chopp Brahma
a 40.000 pés.

Criei e liderei, pela Ambev, uma experiência de marca que até então não existia: servir Chopp Brahma em voo. O desafio não era instalar uma chopeira tradicional dentro do avião, mas repensar pressurização, energia, reposição, assepsia e operação de cabine. O resultado foi uma arquitetura compacta, sem precedente similar aprovado no Brasil, para um contexto de alta exigência de segurança e zero espaço para improviso.

ClienteAmbev × GOL Linhas Aéreas
PapelDesign & Innovation Manager
MarcasChopp Brahma
Período2024
Chopp Brahma a 40.000 pés — aeronave GOL
6frentes críticas

produto, operação, segurança, jurídico, propriedade intelectual e regulação

1ambiente de alto risco

aviação comercial, com exigências rígidas e rotina de cabine e serviço a bordo

0atalhos

construir um caminho seguro e defensável, mesmo com a complexidade do projeto

Para quem tem 30 segundos

Não era sobre servir chopp no avião.
Era sobre viabilizar uma experiência de marca com segurança em um ambiente sem espaço para improviso.

RESUMO
EXECUTIVO
  • A ambição era levar a experiência do bar para dentro do avião sem comprometer segurança, operação ou regulação.
  • O projeto exigia lidar com restrições reais de cabine: bateria, materiais pressurizados, fechamento rápido, assepsia, treinamento e homologação.
  • Eu criei a tese do projeto e liderei sua viabilização pela Ambev, conectando GOL, engenharia, jurídico, propriedade intelectual e parceiros externos.
  • Em vez de buscar exceções ou atalhos, estruturamos um caminho técnico, operacional e regulatório defensável, com prototipagem, análise de risco e desenho de serviço.
  • O resultado foi uma solução consistente para avançar a avaliação regulatória e preparar os próximos testes operacionais.
Interior de cabine GOL com copo de Chopp Brahma

Contexto

Por que ninguém serviu
chopp em avião antes?

Servir chopp em terra é trivial. Servir chopp dentro de um Boeing 737 em cruzeiro é um problema de engenharia, regulação e operação ao mesmo tempo. O briefing era ambicioso e específico: levar a experiência do bar para dentro do avião através do chopp Brahma, atendendo a todos os pré-requisitos de segurança exigidos dentro de uma aeronave.

Problema 01 · Regulação

Restrições reais de cabine

Chopeiras tradicionais dependem de gás CO₂ pressurizado e energia. Nenhum dos dois é viável em aeronave. Era preciso reinventar o sistema de pressurização e gerenciamento de energia do zero.

Problema 02 · Operação

Serviço a bordo sem fricção

O sistema precisava abrir e fechar rápido, ser simples para a tripulação, suportar a rotina de serviço e permitir reposição e assepsia em solo sem aumentar fricção operacional.

Problema 03 · Trolley é intocável

Sem improviso no trolley

A solução tinha de caber no trolley homologado sem furos, soldas ou adaptações improvisadas. A experiência precisava ganhar forma sem romper a lógica certificada do equipamento.

Meu Papel

Quatro fases.
Um produto físico que entra na cabine.

Eu criei o projeto e liderei sua viabilização pela Ambev. Meu papel foi transformar uma ideia de alto apelo em um caminho executável, conectando marca, GOL, engenharia, jurídico, propriedade intelectual e fornecedores técnicos em torno de uma mesma lógica: preservar a experiência sem comprometer segurança, operação ou governança.

Fase 01 · Descoberta

Enquadramento
do problema

Estruturei a oportunidade como um caso de inovação regulada, mapeando restrições, precedentes e critérios de viabilidade antes de discutir solução física.

Fase 02 · Arquitetura

Produto, operação e serviço

Desenhei a solução como sistema embarcável: hardware, jornada de cabine, reposição, assepsia e treinamento evoluindo juntos, não como frentes isoladas.

Fase 03 · De-risking

Protótipos e validação técnica

Conduzimos prototipagem, revisões de engenharia e ajustes de arquitetura para reduzir risco e transformar hipótese em proposta tecnicamente consistente.

Fase 04 · ANAC

Documentação e base regulatória

Alinhei parceiros e organizei a base de propriedade intelectual, análise de risco e documentação necessária para sustentar a conversa com a GOL e avançar o diálogo com a ANAC.

Apresentando solução para o time de operação da GOL Apresentando solução para o time de operação da GOL

Solução

Não inventei uma chopeira.
Reescrevi um circuito.

Estruturei o projeto em cinco camadas integradas. O objetivo não era provar um equipamento isolado, mas construir uma solução capaz de existir como experiência de marca, operação real e proposta regulatória defensável.

Produto

Sistema embarcado no trolley

Arquitetura compacta para servir chopp em cabine dentro de um trolley homologado, sem modificação estrutural.

Serviço

Jornada pensada para a tripulação

Abertura, fechamento, manipulação e serviço considerados desde o desenho da solução para reduzir fricção operacional.

Operação

Reposição
e assepsia

Fluxos em solo estruturados para preparar, higienizar e reabastecer o sistema com previsibilidade entre voos.

Solução desenhada como sistema, não como peça isolada.

Valor estratégico

Por que isso importa
para uma diretoria de inovação.

Negócio

Experiência de marca com diferenciação real

Levar o Chopp Brahma para bordo cria um território de experiência premium em um ambiente de alta visibilidade. O valor do projeto está na combinação entre marca, serviço e percepção concreta de inovação.

Capacidade

Competência em inovação física regulada

O projeto construiu capacidade organizacional em integração de design, engenharia, operação, jurídico e regulação — além de gerar base de propriedade intelectual para defender a singularidade da solução.

Organização

Articulação entre áreas e parceiros

Mais do que um protótipo, estruturamos um playbook de alinhamento entre Ambev, GOL e fornecedores para reduzir risco, acelerar decisões e avançar um caso sem playbook pronto.

O que esse case prova sobre como eu opero

Inovação em ambiente regulado Hardware aeronáutico ponta-a-ponta Coordenação cross-organizacional (Ambev × GOL) Negociação com agência reguladora (ANAC) Análise de risco assinada por engenharia Reescrita de circuito físico para destravar regulação Contratação e gestão de fornecedor especializado (MEMO) BOM detalhado e iteração rev.0 → rev.01 Redação técnica de propriedade intelectual Manual operacional para uso real (assepsia em 7 passos) Inovação como ativo, não como POC

Inovação que passa pela Riscos, não pelo Keynote.

Atuo no encontro entre inovação, design e produto para transformar oportunidades ambiciosas em caminhos viáveis — conectando estratégia, execução e governança em ambientes complexos.