Chopp na mochila

Uma mochila térmica
virou um novo
ponto de venda móvel.

Chopp Brahma tinha força de marca, mas dependia de uma infraestrutura fixa. O desafio era chegar a praias, estádios e eventos com produto gelado, operação segura e economia de canal. A solução foi transformar uma mochila térmica com BIB gelado em ponto de venda móvel: leve para o ambulante, simples de operar e viável para o operador.

ClienteAmbev
MarcaChopp Brahma
PapelHead de Inovação & Design
Período2022
Composição do Chopp na Mochila em praia, estádio e eventos
+34%incremento de volume

resultado apresentado em índice, comparando a operação móvel com a operação tradicional

girovalidado

demanda suficiente para justificar mochila, ponto de apoio, reposição e operação em campo

3novos canais

praia, estádios e eventos passaram a vender chopp onde a chopeira tradicional não chegava

Para quem tem 30 segundos

Não era sobre fazer uma mochila bonita.
Era sobre criar um canal de venda móvel que fechasse no campo, no caixa e na operação.

RESUMO
EXECUTIVO
  • O Chopp Brahma tinha demanda em praias, arquibancadas e arenas, mas a chopeira tradicional não acompanhava o consumidor.
  • Estruturei a solução como sistema: produto, mochila, cadeia fria, ponto de apoio, ambulante, cobrança e fluxo financeiro.
  • O modelo destravou três novos canais: praia, estádios e eventos onde a chopeira tradicional não chegava.
  • Para preservar dados internos, o resultado foi apresentado como índice: operação fixa como base 100, operação móvel chegando a 134.
  • O piloto foi acompanhado por critérios de volume incremental, giro por mochila, temperatura, quebras em campo, reposição, ergonomia e viabilidade por elo.

Contexto

O consumidor estava pronto.
A infraestrutura, não.

Chopp Brahma precisava competir em territórios de alto consumo — praia, arquibancada e arena — onde a experiência da marca é decidida no calor, no fluxo e na conveniência. O problema não era desejo do consumidor. Era transformar um produto dependente de infraestrutura fixa em uma operação móvel, confiável e financeiramente defensável.

Problema 01 · Mercado

Demanda fora do ponto fixo

O consumo acontecia longe da chopeira: praia, arquibancada, arena e eventos de grande fluxo. Concorrentes premium já ocupavam esse território com modelos próprios de ativação.

Problema 02 · Operação

Cadeia fria sem energia elétrica

O chopp precisava chegar gelado e continuar pronto para servir longe de tomada, balcão e chopeira. Reposição, ponto de apoio, CO₂ e tiragem tinham de funcionar como um único sistema.

Problema 03 · Produto em campo

Peso, ergonomia e higiene

A mochila precisava ser leve, segura e confortável para o ambulante operar por horas, sem machucar ombros e costas, e sem comprometer a tiragem, a cobrança, o reabastecimento, a higiene e a qualidade do chopp.

Meu papel

Da hipótese à arquibancada.
Um canal físico que precisava se pagar.

Meu papel foi transformar uma ideia desejável em um sistema operável: enquadrar as incertezas, desenhar a cadeia, mobilizar parceiros, alinhar áreas internas, especificar hardware, estruturar a economia do canal e conduzir pilotos com critério claro de continuidade.

Fase 01 · Enquadramento

30+ incertezas antes do piloto

Mapeei o que poderia matar o projeto: fornecimento de BIB, autorização do local, CO₂ reserva, dinheiro da venda, remuneração do ambulante e responsabilidade por cada elo.

Fase 02 · Arquitetura

Canal, não mochila

Desenhei o sistema como cadeia de valor: fábrica, CDD, ponto de apoio, ambulante e consumidor. A mochila era a interface; o canal era o produto real.

Fase 03 · Desenho do projeto

Do briefing ao protótipo operável

Transformei requisitos de peso, segurança, ergonomia, higiene, tiragem, cobrança e abastecimento em especificação técnica para mochila, BIB, CO₂, extratora e ponto de apoio.

Fase 04 · Validação em campo

Estádios, shows, rodeios e carnaval

Os pilotos precisavam provar qualidade, temperatura e interesse do consumidor em fluxo real: estádio, shows, rodeios e carnaval, sempre sem serpentina e sem energia elétrica.

Operação do Chopp na Mochila no Rodeio de Americana Rodeio de Americana · piloto de escala

Solução

Uma operação móvel de chopp
sem balcão, sem serpentina e sem energia.

A inspiração veio dos vendedores de chá nas areias do Rio de Janeiro, que carregavam dois galões de 20kg cada durante o dia inteiro. O desafio era criar algo muito mais leve e ergonômico, capaz de manter Chopp Brahma gelado mesmo sem serpentina e sem energia elétrica.

A solução virou um sistema operacional: mochila térmica, BIB gelado, CO₂, extratora, ponto de apoio, ambulante treinado, cobrança simples e reabastecimento sem comprometer higiene e qualidade. O canal só escalaria se a conta fechasse para todos os elos: Ambev, operador, ponto de apoio e ambulante.

Alguns dados financeiros e operacionais foram omitidos ou apresentados de forma agregada por confidencialidade. O foco aqui é mostrar o método, o critério de decisão e a capacidade criada, sem expor números internos de volume absoluto, margem, custo ou baseline.

Resultados

O que mudou no campo
e no negócio.

Os pilotos provaram que a mochila não era só uma ativação de marca: era um canal capaz de gerar volume, abrir novos territórios e sustentar a operação.

Dados financeiros e operacionais foram tratados em índice ou linguagem agregada por confidencialidade.

Antes Depois
Venda concentrada na chopeira fixa, esperando o consumidor sair do fluxo. Canal móvel levando Chopp Brahma até arquibancada, praia, arena e evento.
Operação dependente de balcão, energia elétrica, serpentina e estrutura instalada. Cadeia fria móvel com mochila, ponto de apoio, reposição e tiragem em campo.
Ativação difícil de escalar sem papéis claros entre operação, trade e parceiros. Modelo com responsabilidades, critérios de decisão e viabilidade econômica por elo.
+34%

Volume incremental em índice

Considerando a operação tradicional como base 100, a operação móvel alcançou índice 134 nos pilotos analisados. Dados absolutos foram omitidos por confidencialidade.

giro

Demanda suficiente por mochila

O piloto mostrou giro suficiente para justificar mochila, abastecimento, ponto de apoio e reposição durante janelas reais de evento.

3contextos

Novos pontos de venda

Praia, estádios e eventos passaram a vender Chopp Brahma em ocasiões onde a infraestrutura tradicional não conseguia operar.

baixo capex

Payback em poucos eventos

A análise mostrou baixo investimento inicial, giro suficiente para sustentar a operação e viabilidade para operador, ponto de apoio e ambulante.

Voz do campo

Sinais qualitativos coletados com ambulantes, técnico Ambev e operação durante os pilotos.

"O ritmo é uma venda a cada três minutos — e o chopp continua gelado."

— Operação Maracanã

"No melhor dia do Rodeio, a fila não parava e a reposição precisava acompanhar o ritmo."

— Diverti · ponto de apoio

"Na jornada de campo, nenhuma mochila quebrou. A v2 é outro produto."

— Técnico Ambev · CAT/CDD Campinas

Hipóteses provadas

O piloto não foi um teste.
Foi uma prova de tese.

Cada hipótese inicial virou evidência observada em campo, defensável para diretoria, trade, operação e parceiros.

  • Existe demanda real fora da chopeiraQuando o chopp passou a circular pela arena, a compra aconteceu no fluxo: menos deslocamento para o consumidor e mais conversão no momento de consumo.
  • O hardware aguenta jornada de eventoA v2 atravessou jornadas contínuas de operação sem falhas críticas. Nenhuma mochila quebrou, nenhum BIB voltou à temperatura ambiente.
  • A cadeia fria opera sem energia elétricaO chopp chegava gelado e continuava pronto para servir durante a operação, mesmo longe de tomada, balcão ou estrutura fixa.
  • O modelo é replicávelSai de Maracanã, vira rodeio, vira praia, vira evento de grande fluxo — sem redesenhar a operação do zero. Mesma lógica operacional, contextos diferentes.
  • A conta fecha para todos os elosA análise econômica mostrou baixo investimento inicial, giro suficiente e remuneração para operador, ponto de apoio e ambulante, sem depender de uma ativação subsidiada.

Valor estratégico

Por que isso importa
para uma diretoria de inovação.

Crescimento

Novo território de consumo para Chopp Brahma

O projeto abriu caminho para vender chopp em contextos de alto fluxo onde a chopeira tradicional não entra: arquibancada, praia, arena e evento temporário.

Capacidade

Cadeia fria móvel como competência organizacional

A Ambev ganhou um modelo de ativação efêmera com temperatura controlada, fornecedor, ponto de apoio, CO₂, BIB e operação de última milha.

Governança

Inovação que conversa com operação e resultado

O case saiu do campo da ideia e virou modelo decisório: margem por elo, responsabilidades claras, critérios de continuidade e evidência para escala.

O que esse case prova sobre como eu opero

Inovação operacional ponta-a-ponta Modelagem de novo canal Economia do canal em campo Liderança cross-funcional Hardware + serviço + operação Cadeia fria em ativação efêmera Orquestração de parceiros e operação Pilotos com critério de decisão Tradução de evidência para diretoria Capacidade replicável, não POC isolada

Inovação que fecha no campo, no caixa e na governança.

Atuo no encontro entre inovação, design, produto e operação para transformar oportunidades ambiciosas em canais, experiências e capacidades que ganham escala depois do primeiro piloto.