DigitalBox · Ambev · 2022–2024

Como digital signage virou plataforma proprietária de retail media e eficiência operacional.

A Ambev usava telas digitais em pontos de venda, mas a infraestrutura por trás delas criava custo recorrente, dependência de fornecedores e pouca visibilidade sobre funcionamento, localização e status dos equipamentos.

Liderei a tese DigitalBox para transformar uma operação fragmentada de digital signage em uma plataforma proprietária de mídia, conectividade, telemetria e gestão de conteúdo.

A entrega combinou produto, tecnologia, fornecedores, operação e business case: mais de 200 unidades implantadas em campo e uma projeção de R$ 6,7 milhões de redução de OPEX na escala.

Hero visual do DigitalBox com plataforma de digital signage em ponto de venda da Ambev
R$ 6,7Mredução projetada de OPEX

Potencial de economia no modelo de escala, com apenas R$ 0,3M de CAPEX incremental.

200+unidades implantadas em campo

Validação em pontos de venda reais, fora do ambiente controlado de protótipo.

0eliminação da licença anual terceirizada por dispositivo

Substituição de um modelo terceirizado recorrente por uma plataforma proprietária da Ambev.

Para quem tem 30 segundos

Não era sobre colocar mais telas em campo.
Era sobre transformar digital signage em capacidade proprietária.

RESUMO
EXECUTIVO
  • A Ambev dependia de uma solução terceirizada de digital signage que aumentava custo a cada novo dispositivo.
  • O problema não era apenas técnico. Era estratégico: uma camada crítica de comunicação no ponto de venda estava fora do controle da companhia.
  • A operação também precisava saber em tempo real se cada equipamento estava funcionando, onde estava instalado e quando exigia intervenção, sem depender de varreduras manuais.
  • Liderei a criação do DigitalBox, uma plataforma proprietária com hardware proprietário, conectividade, telemetria e CMS próprio.
  • O piloto implantou mais de 200 unidades em campo e sustentou um business case de escala.
  • A projeção indicou R$ 6,7 milhões de redução em OPEX, com apenas R$ 0,3 milhão de CAPEX incremental.
  • O projeto transformou despesa recorrente e dependência externa em uma nova capacidade interna da Ambev.

Contexto

Quando uma tela deixa de ser mídia e vira infraestrutura estratégica

A Ambev vinha ampliando o uso de telas digitais em pontos de venda para campanhas, ativações de marca, racks multimarcas, ilhas de cerveja e materiais de trade marketing.

Mas a infraestrutura por trás dessas telas não acompanhava a ambição do negócio.

Cada instalação dependia de múltiplos componentes, fornecedores externos, licenças anuais e baixa visibilidade remota. Quanto mais a operação crescia, mais o custo recorrente aumentava.

Além do custo, havia uma dor crítica de gestão do parque: a companhia não tinha visibilidade contínua sobre quais equipamentos estavam funcionando, onde estavam localizados e quais exigiam ação imediata. A operação dependia de checagens, relatos do campo e varreduras para identificar problemas que deveriam ser sinalizados automaticamente.

A oportunidade era clara: transformar digital signage em uma plataforma proprietária de retail media, com mais controle, dados, eficiência e capacidade de escala.

O problema

O modelo atual não escalava bem

Dor 01

Custo recorrente

Cada novo dispositivo gerava uma nova licença anual e também exigia comprar um mídia box e um roteador de internet. Escalar significava aumentar OPEX e custo de implantação.

Dor 02

Funcionamento invisível

A operação não sabia em tempo real se o equipamento estava online, se a TV estava ligada, se o conteúdo estava rodando ou se havia falha de conectividade.

Dor 03

Localização do parque

Sem uma visão confiável de localização, era difícil gerir o parque instalado, saber onde cada ativo estava e manter governança sobre instalações e deslocamentos.

Dor 04

Arquitetura fragmentada

Media player, roteador, chip, TV, energia e suporte funcionavam como peças separadas. Isso aumentava falhas e complexidade operacional.

Dor 05

Dependência de fornecedor

A evolução da solução dependia de terceiros, tanto em roadmap quanto em modelo comercial.

Dor 06

Sem alarmes ativos

Sem telemetria e alertas em tempo real, a operação dependia de varreduras e relatos do campo para descobrir problemas que deveriam gerar alarmes automaticamente.

Tese estratégica

O projeto não era trocar um fornecedor. Era recuperar controle.

Por que a Ambev deveria continuar alugando uma camada estratégica de comunicação no ponto de venda?

Pergunta central do projeto

A resposta foi construir uma plataforma própria.

A Ambev deveria controlar o que gera vantagem: arquitetura do produto, dados, telemetria, CMS, governança, operação e roadmap.

Parceiros técnicos poderiam apoiar o desenvolvimento, mas a inteligência da solução precisava ser da companhia.

Essa foi a virada do projeto: o DigitalBox deixou de ser um media player e passou a ser uma decisão estratégica de build vs. buy.

A solução

Uma plataforma proprietária para operar mídia em campo

O DigitalBox é um media player proprietário criado para a realidade dos pontos de venda da Ambev.

A solução combina hardware, conectividade 4G, GPS, bateria, telemetria, controle remoto de TVs e CMS próprio em uma única arquitetura.

Conectividade

4G integrado

Reduz dependência de Wi-Fi local e roteadores externos.

Governança

GPS embarcado

Permite localizar dispositivos e melhorar a governança dos ativos.

Resiliência

Bateria interna

Aumenta resiliência em ambientes com instabilidade elétrica.

Operação remota

Controle remoto de TVs

Permite ligar, desligar ou reiniciar telas sem visita presencial.

Dados

Telemetria em tempo real

Dá visibilidade sobre status, conectividade, reprodução e comportamento do dispositivo.

Plataforma

CMS próprio

Permite gerenciar conteúdos, playlists, usuários, permissões, relatórios e dispositivos dentro de uma plataforma proprietária.

Meu papel

Transformar uma dor operacional em uma tese executiva de inovação

Liderei o projeto conectando estratégia, produto, tecnologia, parceiros externos, operação e business case.

Meu papel foi dar clareza à oportunidade, estruturar a solução e traduzir o impacto para tomada de decisão executiva.

Estratégia

Estratégia de inovação

Reposicionei o desafio como construção de capacidade proprietária, não como substituição de fornecedor.

Produto

Definição de produto

Transformei dores de campo em requisitos de hardware, firmware, conectividade, CMS e telemetria.

Arquitetura

Build vs. buy

Ajudei a separar o que deveria ser propriedade estratégica da Ambev do que poderia ser desenvolvido com parceiros.

Orquestração

Orquestração

Conectei tecnologia, compras, financeiro, operação, fornecedores e stakeholders de negócio em torno de uma tese comum.

Financeiro

Business case

Estruturei a lógica financeira comparando CAPEX, OPEX, licenças, custo unitário e escala.

Campo

Validação em campo

Coordenei a validação em campo com mais de 200 unidades instaladas em pontos de venda reais, acompanhando funcionamento, conectividade, operação, gestão de conteúdo e aprendizados para escala.

Narrativa

Storytelling executivo

Transformei uma discussão técnica em uma narrativa de negócio: reduzir custo recorrente, ganhar controle e criar uma plataforma própria.

Processo

Da operação fragmentada à plataforma proprietária

  • 01
    Diagnóstico

    Diagnóstico

    Mapeamos a operação existente, seus componentes, custos, dependências e pontos de falha. O diagnóstico mostrou que o problema não era o equipamento isolado. Era o modelo inteiro.

  • 02
    Reenquadramento

    Reenquadramento

    A discussão saiu de “como reduzir o custo da licença?” para “como criar uma infraestrutura proprietária de retail media?”. Esse reenquadramento elevou o projeto de melhoria operacional para iniciativa estratégica.

  • 03
    Arquitetura

    Arquitetura da solução

    A solução foi estruturada em três camadas: hardware, firmware e CMS. Essa arquitetura permitiu reduzir componentes, aumentar controle e preparar a operação para escala.

  • 04
    Parceiros

    Desenvolvimento com parceiros

    Parceiros técnicos apoiaram o desenvolvimento e a viabilização da solução, enquanto a Ambev manteve controle sobre visão de produto, requisitos e lógica de negócio. Flexmedia e iFollow aparecem como parceiros envolvidos no projeto.

  • 05
    Campo

    Piloto em campo

    Coordenei a validação em campo com mais de 200 unidades instaladas em pontos de venda reais, acompanhando funcionamento, conectividade, operação, gestão de conteúdo e aprendizados para escala.

  • 06
    Business case

    Business case

    Com as evidências do piloto, estruturamos o modelo financeiro que projetou R$ 6,7 milhões de redução em OPEX.

Resultados

Impacto financeiro, operacional e estratégico

R$ 6,7M

OPEX projetado

A eliminação de licenças anuais criou uma oportunidade relevante de redução de custo recorrente.

R$ 0,3M

CAPEX incremental

O investimento adicional era baixo diante do potencial de economia projetado.

200+

Unidades implantadas

A solução foi validada em campo, não apenas em ambiente de teste.

CMS

Plataforma proprietária

A Ambev passou a controlar CMS, telemetria, dispositivos, permissões, conteúdo e evolução da solução.

Make

Menos dependência externa

O projeto reduziu a exposição a fornecedores e aumentou a autonomia estratégica da companhia.

Dados

Mais inteligência operacional

A operação passou a ter mais visibilidade sobre ativos, status, localização e funcionamento dos equipamentos.

Valor estratégico

De ferramenta operacional a plataforma de negócio

O DigitalBox reposicionou digital signage dentro da Ambev: deixou de ser apenas uma operação de telas em pontos de venda e passou a ser uma infraestrutura proprietária de retail media.

O projeto atacou três alavancas relevantes para qualquer grande companhia:

Custo

Menos licenças recorrentes

Reduziu a dependência de licenças recorrentes e criou uma oportunidade projetada de R$ 6,7 milhões em redução de OPEX.

Controle

Dados e operação dentro de casa

Trouxe para dentro da Ambev a gestão de dispositivos, dados, conteúdos, permissões, telemetria e evolução da plataforma.

Escala

Arquitetura preparada para campo

Criou uma arquitetura mais simples, proprietária e preparada para expansão em campo.

Mais do que uma solução técnica, o DigitalBox foi uma decisão estratégica: transformar uma operação dependente de terceiros em uma capacidade interna de mídia, dados e execução no ponto de venda.

Liderança demonstrada

O que este case mostra sobre minha forma de liderar inovação

Valor oculto

Encontro valor onde a operação se acostumou com custo

O projeto nasceu de uma despesa recorrente tratada como parte natural da operação. Minha contribuição foi enxergar ali uma oportunidade de redesenhar o modelo.

Decisão executiva

Transformo problemas técnicos em decisões executivas

O DigitalBox poderia ter sido apenas uma discussão sobre hardware. Eu reposicionei o projeto como uma decisão de controle, eficiência, dados e capacidade estratégica.

Execução

Conecto estratégia, produto e execução

A solução exigiu articulação entre tecnologia, fornecedores, compras, financeiro, operação e negócio, com clareza sobre o que deveria ser propriedade da Ambev e o que poderia ser terceirizado.

Evidência

Levo inovação até evidência concreta

O projeto saiu da tese, foi validado com mais de 200 unidades em campo e gerou base para um business case de escala.

P&L

Lidero inovação com impacto em P&L

O resultado não foi apenas aprendizado ou protótipo. Foi uma oportunidade mensurável de redução de OPEX e aumento de autonomia operacional.

Capacidades evidenciadas

inovação corporativa produto e estratégia IoT e telemetria build vs. buy business case executivo orquestração com parceiros execução em ponto de venda

Inovação relevante muda a estrutura de valor da operação.

Enxergo oportunidade onde a operação se acostumou com custo. Transformo problemas técnicos em decisões executivas e conecto estratégia, produto, tecnologia, parceiros e P&L para criar eficiência e autonomia para o negócio.

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