Conectividade
De parque invisível de geladeiras a plataforma proprietária de dados para ativos físicos.
A Ambev operava um grande parque de geladeiras no ponto de venda, mas ainda dependia de auditorias, planilhas e baixa visibilidade em tempo real para tomar decisões sobre manutenção, perdas e alocação.
Liderei a tese IRIS para conectar hardware, conectividade, dados e operação de campo em uma plataforma capaz de transformar ativos físicos distribuídos em base de decisão executiva.
O piloto sustentou uma leitura de escala: economia observada em campo, redução potencial de manutenção presencial e um business case para evoluir o parque de ativos com mais controle, inteligência e autonomia.
Potencial de economia ao atacar 80% das perdas de um parque de 474k coolers, com 71k ativos perdidos estimados em ~R$ 248M.
Com o parque de geladeiras totalmente conectado, a migração de parte dos atendimentos presenciais para atuação remota mudava o patamar da base anual de manutenção.
A projeção combinava redução de manutenção e perdas evitadas de equipamentos em um cenário intermediário de escala.
Para quem tem 30 segundos
A pergunta executiva não era qual sensor comprar. Era qual capacidade a Ambev precisava construir para gerir seus ativos físicos nos próximos anos.
EXECUTIVO
- →A Ambev operava um dos maiores parques de geladeiras em PDVs, mas ainda dependia de auditoria manual, planilhas e baixa visibilidade em tempo real.
- →A pergunta estratégica era se uma solução de conectividade teria ROI suficiente para resolver três dores ao mesmo tempo: reduzir perdas, diminuir manutenção presencial e melhorar a alocação de ativos.
- →Estruturei discovery, blueprint do ciclo do ativo, benchmark de fornecedores, matriz build vs. buy, piloto estatístico e narrativa executiva para comitê.
- →Validei a tese em ciclos: protótipos pequenos para sensores, conectividade e leitura de dados; depois uma solução maior, testada em grupo ampliado e conectada a uma plataforma de gestão.
- →O piloto ajudou a construir dois cenários de decisão. Em uma leitura de escala total, com 100% do parque de geladeiras conectado, a economia potencial chegaria a R$ 16M. Em um cenário intermediário, com 30 mil coolers conectados, a economia estimada era de aproximadamente R$ 13M, combinando redução de manutenção e perdas evitadas de equipamentos.
Contexto
Um parque gigante,
gerido quase no escuro.
O desafio era transformar um ativo físico espalhado por milhares de PDVs em uma base de decisão confiável. Antes de falar em tecnologia, era preciso mostrar onde a falta de dado travava capital, operação e crescimento.
Perdas invisíveis no parque
Sem rastreabilidade em tempo real, coolers podiam sair do PDV correto, ficar em locais indevidos ou desaparecer da operação. Em um parque de 474k coolers, 15% de perda representava ~71k ativos e cerca de R$ 248M em risco.
Chamados presenciais demais
Falhas de temperatura, geladeira quebrada e atendimento técnico dependiam de visita em campo. A oportunidade era ser preditivo, atuar remotamente e reduzir em 46% os chamados de manutenção presencial.
Geladeiras no PDV errado
Sem dado de uso e localização, a companhia não sabia quais ativos estavam subutilizados, quais deveriam ser realocados e onde o investimento em frio gerava mais retorno comercial.
Meu Papel
Transformar ambiguidade técnica
em decisão executiva.
Meu papel foi liderar a jornada da descoberta ao piloto, conectando áreas com incentivos diferentes: trade, manutenção, riscos, suprimentos, tecnologia, fornecedores, campo e finanças. O trabalho central foi criar a linguagem comum para decidir com evidência: qual problema resolver, o que comprar, o que construir, como testar e como escalar.
Ciclo de vida
do ativo
Mapeei recebimento, estoque, instalação, uso, manutenção, recolha e retrofit, conectando dores de campo a impacto financeiro.
Build vs. buy
auditável
Estruturei a avaliação de fornecedores e a recomendação proprietária com critérios técnicos, operacionais e financeiros.
Experimento
em campo real
Conectei hipóteses, KPIs e requisitos de produto em um piloto desenhado para sustentar decisão de escala.
Business case
e governança
Consolidei P&L, conectividade, operação, roadmap e evidências para aprovar a primeira onda pós-piloto.
Futuro
da plataforma
A solução de prateleira poderia acelerar o início, mas criava dependência em custo, dados e evolução. A tese precisava ser defensável para tecnologia, finanças e operação.
Decisões que destravaram escala
O ponto não era testar sensor.
Era tornar a escala defensável.
As escolhas mais importantes aconteceram antes da tecnologia: como enquadrar o problema, que dependências evitar, que custo não deixar crescer na escala e como transformar evidência de campo em decisão de comitê.
De IoT para gestão de ativos físicos
Reposicionei o projeto de “sensor em geladeira” para plataforma de decisão sobre capital, risco, manutenção e alocação.
Priorizar retrofit para escalar
A tese precisava conectar o parque existente, não depender apenas da compra de novos equipamentos para gerar visibilidade.
Evitar dependência de fornecedor
A avaliação separou velocidade aparente de capacidade real de evolução, integração, governança de dados e custo recorrente.
Modelar conectividade desde o início
e-SIM, APN privada e multioperadora entraram no business case para evitar um piloto barato que virasse escala inviável.
Separar evidência de projeção
O piloto virou linguagem executiva ao diferenciar economia observada, manutenção endereçável, perdas endereçáveis e aporte necessário.
Solução
IRIS não era uma placa.
Era uma plataforma.
A solução foi desenhada em camadas integradas: hardware, firmware, conectividade, dados e operação. Isso permitiu compatibilidade com o parque legado via retrofit, evolução em novos equipamentos e controle remoto do ativo sem depender do roadmap de terceiros.
Placa IRIS
Rev2/Rev3
Hardware proprietário, case industrial, jig de testes e caminho de certificação para operar em escala.
Controle remoto
do ativo
Baixo consumo, GPS, atualização remota, leitura de sensores e comandos de operação sem visita técnica.
OPEX menor
e governável
e-SIM e APN privada negociados com múltiplas operadoras para reduzir custo, aumentar resiliência e destravar escala.
Dashboard
em produção
Dados em tempo real para manutenção, perdas, alocação, roadmap de produto e decisão de negócio.
Placa IRIS · controlador, conectividade e GPS embarcados para gestão remota do ativo
Resultados
O piloto transformou hipótese
em business case.
Levei o piloto para a linguagem de comitê: economia medida, redução de manutenção, perdas evitáveis, potencial financeiro e aporte necessário para escalar a conectividade.
Economia observada no piloto
Em 2 meses de piloto, o custo total caiu de R$ 58k para R$ 14k ao combinar menor manutenção e menor prejuízo com perdas.
Economia potencial com 30 mil coolers conectados
A projeção combinava redução de manutenção e perdas evitadas de equipamentos em um cenário intermediário de escala.
Economia potencial com 100% do parque conectado
Com o parque de geladeiras totalmente conectado, a migração de parte dos atendimentos presenciais para atuação remota mudava o patamar da base anual de manutenção.
Potencial em perdas evitáveis
No parque de 474k coolers, 15% de perda representava ~71k ativos e ~R$ 248M; atacar 80% dessa perda criava potencial relevante de captura.
“A pergunta não era qual sensor comprar. Era qual capacidade a Ambev precisava construir para gerir seus ativos nos próximos anos.”
“Quando o dado sai direto do ativo, manutenção, risco, vendas e produto deixam de discutir opinião e passam a discutir evidência.”
Valor estratégico
Por que isso importa
para uma diretoria.
A entrega mais relevante não foi uma placa conectada. Foi a criação de uma nova capacidade organizacional: transformar ativos físicos distribuídos em uma camada de dados, decisão e produto.
Capital físico mais inteligente
O cooler deixa de ser apenas um ativo instalado no PDV e passa a informar uso, localização, risco e retorno potencial.
Decisão cross-funcional com evidência
Trade, tecnologia, manutenção, riscos e finanças passam a decidir sobre a mesma base de dados e hipóteses.
Roadmap próprio, não roadmap de fornecedor
A Ambev ganha liberdade para evoluir manutenção preditiva, gestão de perdas, alocação, planograma e experiências digitais futuras.
O que esse case prova sobre como eu opero
Inovação que vira decisão de escala, não só protótipo.
Conduzo inovação em ambientes técnicos e operacionais sem perder a lente de negócio: conecto P&L, tecnologia, fornecedores, campo e governança para transformar protótipos em decisões de escala.